SindSaude Terça-feira, 19 de novembro de 2019

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  • 16/05/2019

    Enfermeira por vocação

    Enfermeira por vocação
    Campo de Refugiados - Ethiopia - Novembro de 2014
    Na entrevista de hoje, um grande exemplo de amor pelo que se faz

    Dando sequência a nossa série de entrevistas em homenagem à semana da enfermagem, conversamos com a enfermeira obstetra da 17ª Regional de Saúde, Janaína Aparecida do Monte Carmello. Janaína, que está no serviço público desde 2005, é o típico caso de profissional da área que tem vocação e amor pelo que faz.

    Ela conta que o pai queria que ela se formasse em medicina, mas que tomou a decisão certa em seguir o caminho da enfermagem. “Me formei enfermeira por que queria estar no contato direto com o paciente e me especializei em obstetrícia porque acho muito gratificante estar nessa área, vendo uma família nascer”, conta.

    Além de realizar as atividades na Sesa, Janaína dedica seu tempo e talento para ajudar os outros fora do ambiente de trabalho. Por várias vezes ela participou de programas humanitários em campos de refugiados, ajudando em epidemias e doenças negligenciadas usando os períodos de férias ou de licenças não remuneradas para poder se dedicar a essa iniciativa.

    Salvando vidas – Ela comenta que na sua primeira missão humanitária, em 2008 no Zimbábue, ela se deparou com uma situação muito complicada quando trabalhava no combate a uma Epidemia de cólera. “Estávamos andando de carro e nos deparamos com um homem deitado à beira da estrada, em estado de saúde grave, com cólera, desidratado. O recolhemos, levamos para tratamento e eu encarreguei-me de cuidar dele. Mais um pouco e ele teria morrido ali mesmo naquele lugar”, diz.


    Campo de Refugiados - Sudão do Sul - Abril de 2019

    A enfermagem na Sesa – Janaína entende que o Estado deveria analisar as profissões de forma diferente e acredita que a enfermagem deveria ser mais valorizada. “O enfermeiro é o profissional do cuidado, do contato direto e permanente. Quando a população se revolta, somos nós que estamos na linhaa de frente, que damos a cara pra bater. Por isso acho que a enfermagem deveria ter um suporte psicológico maior, uma capacitação permanente para lidar com esse tipo de situação”, afirma.

    A importância da redução da jornada – No contexto de valorização, a redução da jornada é um tema que não pode deixar de ser debatido. Existe um projeto de lei parado há quase duas décadas na Câmara dos Deputados que trata da regulamentação da jornada de 30 horas para as/os profissionais da enfermagem.

    Ao tratar desse tema, Janaína não pensa duas vezes em dar a sua opinião. “Os colegas que trabalham em hospitais ficam às vezes doze horas em pé e expostos a doenças constantemente. Tem ainda a carga mental, a barra que é conviver com pessoas doentes e seus familiares. Redução da jornada é um ato de humanização. Se você trabalha menos horas, você trabalha com mais qualidade e o paciente é o maior beneficiado”, finaliza.

    #Semanada enfermagem
    #cuidadopraquemcuidadavida

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