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  • 14/02/2019

    Richa vira réu de novo

    Richa vira réu de novo
    Playboy perdeu poder, sujou a imagem, restou-lhe a lama e levou a ‘famiglia’ junto

    Mais um vez, na mesma semana, o ex-governador Beto Richa, a esposa Fernanda, o filho André e o contador da máfia instituída no Paraná durante os últimos anos viraram réus na Operação Lava Jato.

    É que a Justiça Federal aceitou, na noite de ontem, 13, uma denúncia do Ministério Público Federal – MPF – por lavagem de dinheiro.

    O MPF afirma que o ex-governador recebia propina das concessionárias de pedágio no Paraná. Ainda conforme os procuradores, ele lavava esse dinheiro com a compra de imóveis que eram colocados no nome da Ocaporã, Administradora de Bens que pertence à Fernanda Richa, André e Marcello Richa.

    O quatrilho – Os quatro membros da famiglia Richa faziam um perfeito bate-bola com o contador e administrador da Ocaporã, Dirceu Puppo. Nesse processo é investigada a compra de um terreno em um condomínio em Curitiba.

    Segundo o MPF, o valor total da compra foi de R$ 1.950 milhão. Desse total, André Richa pagou R$ 930 mil em dinheiro vivo. Na escritura, no entanto, o valor que consta é R$ 505 mil. Ainda de acordo com o Ministério Público, o imóvel ficou em nome da Ocaporã.

    Canta de galo – Até então, segundo matéria do site G1 Paraná, restavam dúvidas sobre quem tomava as decisões da empresa. Até porque o depoimento do filho André dava conta que Fernanda era quem dava a palavra final sobre as tenebrosas transações.

    Mas a toda poderosa e nariz empinado ex primeira dama teria afirmado textualmente ao MPF, que Carlos Alberto Richa não dava a palavra final nem mesmo na gestão. Quem diria?

    Mais processos – Na segunda-feira, 11, outra denúncia foi acatada pela Justiça Federal. Dessa vez foi pelos crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro. A ação investiga o pagamento de propina a Beto Richa por empresas de pedágio no Paraná.

    O ex-governador, que patrocinou o maior ataque ao funcionalismo no fatídico 29 de abril de 2015, também é réu em um processo da Operação Patrulha, no âmbito da Justiça Estadual.

    Ele é investigado por fraudes na licitação de contratos do Programa Patrulha do Campo, responsável pela recuperação de estradas rurais.

    Faz tempo – Não foi só no governo do Estado que tucano aprontou. O hábito de afanar parece ser antigo. Agora sem mandato, o play-boy também responde a uma ação que apura a aplicação irregular de verba na Saúde. O processo é do tempo em que era prefeito de Curitiba.

    Vergonha – Enquanto isso o nosso Estado continua sendo vergonha nacional.

    Alívio – Por outro lado, é muito positivo ver essa operação ter continuidade, apurando essa sinistra conduta de quem esteve no comando do Estado. Foi desmascarada a falta de caráter desse grupo familiar. Grupo esse que assaltou os cofres do Paraná, coisa que impactou e impacta até hoje no nosso cotidiano. Se houve um plano mirabolante de enriquecimento ilícito e de prejuízo à população, utilizando-se dos contratos dos pedágios, quem pode afirmar que o aumento dos contratos terceirizados na saúde ou a criação de Funeas não fazem parte de outro esquemão?

    Sempre falamos que governantes e chefias se vão e nós ficamos. A situação atual cabe exatamente nessa afirmação.

    Os oito anos de governo Richa foram de destruição do Estado. O conjunto do funcionalismo sentiu cada facada na estrutura. A maioria das decisões de Richa significou ataque a nossos serviços interferindo na nossa capacidade de ação.

    Foram anos em que o Movimento Sindical, alguns parlamentares e outros movimentos sociais citavam a alta probabilidade de existir desvios graves no governo.

    Essa reviravolta na vida de uma família com alto poder político mostra que nem tudo está perdido. Que fatos como esses sirvam de estimulo para voltarmos à vida e a atenção acompanhar mais a política e criar mecanismos de pressão para que essa realidade não volte a acontecer.

Esta matéria pode ser reproduzida desde que citada a fonte.

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