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  • 12/07/2017

    Reforma trabalhista: mais empregos ou maior exploração?

    Reforma trabalhista: mais empregos ou maior exploração?
    Mudanças vão tornar o Brasil um país de miseráveis

    O Senado aprovou na última terça-feira, 11 de julho, por 50 votos a 26, uma série de mudanças na legislação trabalhista. Entre uma flexibilização e outra a única certeza é de que a exploração será ainda maior. Por trás da falsa promessa de gerar postos de trabalho existe um projeto de enfraquecimento na organização dos trabalhadores.

    Dentre as mais de cem mudanças na CLT, não existe uma cláusula sequer que garanta maior segurança e saúde para a/o trabalhadora/trabalhador ou condições para aumentar a produtividade. Pelo contrário, com as alterações fica mais fácil demitir, reduzir vencimentos, direitos, enfim. É mais uma tentativa de fazer o trabalhador pagar a conta da crise.

    Vamos tomar como exemplo o trabalho intermitente, que permite a empresa acionar um funcionário só quando precisa, pagando de forma proporcional. O maior resultado disso não será a diminuição da informalidade, mas o aumento da precariedade do emprego. Será o fim do salário mínimo!

    Lei áurea - Para encerrar, ai vai um segundo exemplo: o negociado sobre o legislado. Isso significa que todas as leis estão ameaçadas. Basta que um representante dos trabalhadores, com ou sem legitimidade, negocie com o empresário normas que beiram a escravidão, que tudo vai estar valendo. É este o tipo de emprego que os políticos pretendem gerar para salvar o país?

    Na verdade, há tanta coisa acontecendo na vida política do país. Um maremoto de informações. É um tsunami contra os direitos da classe trabalhadora. Ontem foi a vez de derrubar a CLT. O país não garante mais direitos aos trabalhadores. Mas não é hora de desânimo. Nem de entregar os pontos. Estamos vivos para fazer a luta continuar.

    Confira a seguir exemplos dessa redução de direitos

    1 - Tempo mínimo para alimentação cai de 1 hora para 1/2 hora
    2 - Mulheres grávidas ou lactantes podem trabalhar em local em insalubre
    3 - A multa para empresa flagrada com funcionários sem carteira cai de R$ 3 mil para R$ 800
    4 - Passa ser permitida a divisão das férias em três etapas. Antes o máximo era duas.

    Veja quem são as/os traidoras/es das/os trabalhadoras/es

    Espalhe o nome dos 50 senadores que aprovaram a reforma trabalhista .

    Aécio Neves (PSDB-MG)
    Ana Amélia (PP-RS)
    Antonio Anastasia (PSDB-MG)
    Airton Sandoval (PMDB-SP)
    Armando Monteiro (PTB-PE)
    Ataídes Oliveira (PSDB-TO)
    Benedito de Lira (PP-AL)
    Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
    Cidinho Santos (PR-MT)
    Ciro Nogueira (PP-PI)
    Cristovam Buarque (PPS-DF)
    Dalirio Beber (PSDB-SC)
    Dário Berger (PMDB-SC)
    Davi Alcolumbre (DEM-AP)
    Edison Lobão (PMDB-MA)
    Eduardo Lopes (PRB-RJ)
    Elmano Férrer (PMDB-PI)
    Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)
    Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
    Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)
    Gladson Cameli (PP-AC)
    Ivo Cassol (PP-RO)
    Jader Barbalho (PMDB-PA)
    João Alberto Souza (PMDB-MA)
    José Agripino (DEM-RN)
    José Maranhão (PMDB-PB)
    José Medeiros (PSD-MT)
    José Serra (PSDB-SP)
    Lasier Martins (PSD-RS)
    Magno Malta (PR-ES)
    Marta Suplicy (PMDB-SP)
    Omar Aziz (PSD-AM)
    Paulo Bauer (PSDB-SC)
    Raimundo Lira (PMDB-PB)
    Ricardo Ferraço (PSDB-ES)
    Roberto Muniz (PP-BA)
    Roberto Rocha (PSB-MA)
    Romero Jucá (PMDB-RR)
    Ronaldo Caiado (DEM-GO)
    Rose de Freitas (PMDB-ES)
    Sérgio Petecão (PSD-AC)
    Simone Tebet (PMDB-MS)
    Tasso Jereissati (PSDB-CE)
    Valdir Raupp (PMDB-RO)
    Vicentinho Alves (PR-TO)
    Waldemir Moka (PMDB-MS)
    Wellington Fagundes (PR-MT)
    Wilder Morais (PP-GO)
    Zeze Perrella (PMDB-MG)

Esta matéria pode ser reproduzida desde que citada a fonte.

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