Um estudo feito pela Universidade de São Paulo – USP – mostra que os hospitais do Paraná estão no topo do ranking de acidentes de trabalho no Estado, superando canteiros de obras, madeireiras e frigoríficos. De acordo com o estudo, os acidentes mais comuns são com tesouras e agulhas, bastante perigosos em ambientes típicos dos trabalhadores da saúde, que têm contato diário com vírus e bactérias. As informações foram publicadas pela Gazeta do Povo.
O SindSaúde vem há tempos alertando sobre esse grave problema. Entre as reivindicações da categoria está a necessidade de uma ação concreta do Estado para que haja uma legislação específica sobre o tema para prevenir os acidentes, agravos e doenças decorrentes do trabalho.
No início dos anos 2000, o Estado chegou a incentivar a criação de comissões de saúde. Porém, após os problemas serem expostos, nada foi feito com os dados. Resultado: nada foi modificado.
Ainda assim, o SindSaúde não entregou os pontos. Junto a outros sindicatos, elaborou em 2006 uma proposta de Projeto de Lei voltado para a saúde do trabalhador do serviço público estadual. Esse documento foi entregue para as autoridades do legislativo e do executivo. Até o momento, não foi tomada nenhuma ação para diminuir, de forma concreta, os riscos aos trabalhadores.
Esse assunto vem sendo tratado na Secretaria de Administração e Previdência - Seap. O sindicato vai aumentar a pressão para que a proposta seja transformada em lei, pois o numero de servidores acometidos por doenças provenientes do trabalho é cada dia maior.
Um dos caminhos para isso é junto ao Ministério Público Estadual, denunciando que o Estado não respeita o Código de Saúde. O documento é claro no que diz respeito à obrigação do Estado de proteger a saúde dos trabalhadores, através de medidas que busquem eliminar o risco de acidente e doenças.
Vale lembrar: os trabalhadores que se acidentaram no trabalho devem preencher o Comunicado de Acidente de Trabalho (CAT). O sindicato também deve ser comunicado para que os números sejam apresentados ao governo. Esta é mais uma forma de pressionar para a mudança da atual situação.
Em 2010, além de ver PCCV da saúde se tornar lei, queremos que o trabalho não seja local de adoecimento – e que haja muito mais saúde para quem cuida da saúde da população.
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