Em 2010, a direção do SindSaúde estará mobilizada para colocar em prática as deliberações resultantes do 5º Congresso. Uma delas é a luta pelo SUS 100% público. O sindicato tem como tarefa denunciar situações irregulares e adotar todas as medidas para buscar impedir o avanço da entrega do serviço público ao setor privado da saúde.
Situações como essa, que lesam o patrimônio público, vêm acontecendo no Hemonúcleo, em Francisco Beltrão. A unidade é da Secretaria Estadual de Saúde mas passou a ser administrado pela Associação Regional de Saúde do Sudoeste - ARSS - em 2008, por meio de um convênio com o Estado.
No final de 2009 surgiram alguns indícios de que as finanças do Hemonúcleo estavam sendo mal administradas. Denúncias feitas ao sindicato dão conta de que parte das verbas destinadas à unidade está sendo desviada para outros setores.
Quando os primeiros indícios surgiram, a chefia do Hemonúcleo, que era da Sesa, não quis compactuar com a situação e pediu exoneração do cargo de confiança. Também foi protocolado um documento que solicita a apuração dos fatos. O SindSaúde entende que a gestora cumpriu uma de suas obrigações, que é denunciar irregularidades. Se não o fizesse, seria solidária com a situação.
No dia da mudança de chefias, quando foram empossados cargos definidos pela ARSS, os servidores da unidade foram trabalhar vestidos de preto, demonstrando a insatisfação com a atual administração. Um deles, inclusive, utilizava a camiseta com os dizeres “Tem gato no SUS”.
Este é apenas um dos problemas identificado no Hemonúcleo de Francisco Beltrão – existem outros. O SindSaúde agora vai requerer uma investigação séria e detalhada sobre o caso, para que se identifique o tamanho do problema e seus responsáveis.
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