A reunião entre a direção sindical e o secretário de Assuntos Estratégicos do governo, José Maria Correia, foi um importante passo para que as reivindicações da brava gente da saúde sejam implantadas. O encontro aconteceu na quarta-feira, 28 de julho.
O tema da reunião foi a carta que o governo enviou ao SindSaúde em 26 de junho. Neste documento, a SEAP – Secretaria de Administração e Previdência – demonstra a intenção de negociar uma série de pontos defendidos pelo sindicato – jornada de 30 horas, incorporação da GAS às aposentadorias e mudanças nas promoções e progressões. Todos estes itens fazem parte da proposta do Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV) próprio da saúde, que foi barrado pela administração estadual. O governo defende que as mudanças sejam feitas no Quadro Próprio do Poder Executivo – QPPE – no qual os servidores da saúde estão atualmente inseridos.
A carta foi debatida na Assembleia Geral do SindSaúde, em 10 de julho. Na ocasião, a categoria redigiu uma contraproposta, cobrando ação efetiva do governo. Esta resposta já foi encaminhada ao governador Orlando Pessuti e aos secretários de Estado. Desde então, não houve novas negociações.
A reunião com Correia teve um importante peso político. O secretário ouviu as reivindicações da equipe sindical e se comprometeu a conversar com as autoridades próximas a Pessuti – incluindo o chefe de gabinete do governador, André Pegorer, e o seu antecessor, Nildo Lubke, atual secretário de Ciência e Tecnologia – para que uma reunião seja marcada o mais breve possível.
O SindSaúde vem pressionando o governo para a realização dessa reunião, pois é preciso definir como serão as mudanças propostas pelo governo – isto é, em que termos, se será por meio de decreto, etc.
Após o encontro, a direção sindical também falou com um dos assessores de Pessuti, e solicitou uma audiência com o governador para tratar do assunto.
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